Evento marca o início da execução de 32 projetos de pesquisa científica para atender demandas prioritárias da saúde pública no Estado.
A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) realizou, nesta terça-feira (17), na Cidade da Inovação, o 1º dia do Seminário Marco Zero do Programa Pesquisa para o SUS (PPSUS) – que segue até a próxima sexta-feira (20). O evento marcou oficialmente o início da execução dos 32 projetos de pesquisa selecionados na 8ª edição do programa no Espírito Santo.
A iniciativa reúne pesquisadores, gestores públicos e representantes de instituições parceiras para alinhar as diretrizes da execução dos projetos e fortalecer a integração entre a produção científica e as demandas do Sistema Único de Saúde (SUS) do Brasil e capixaba. Ao todo, 32 projetos foram contratados, com investimento superior a R$ 6 milhões, destinados a apoiar pesquisas cientificas, tecnológicas e de inovação voltadas para desafios estratégicos da saúde pública no Espírito Santo.
“O PPSUS tem um papel fundamental ao direcionar investimentos em pesquisa e desenvolvimento para temas que impactam diretamente o Sistema Único de Saúde. Com o Seminário Marco Zero, damos início a uma etapa em que pesquisadores e gestores caminham juntos para transformar conhecimento científico em soluções que contribuam para melhorar a saúde pública no Espírito Santo”, destaca o diretor técnico-científico da Fapes, Celso Saibel.
O programa tem como objetivo apoiar estudos científicos que contribuam para o aperfeiçoamento das políticas públicas de saúde e para a melhoria dos serviços oferecidos à população por meio do SUS. Para a coordenadora geral de Evidências e Pesquisa em Saúde do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação em Saúde do Ministério da Saúde, Patrícia de Campos Couto, o Marco Zero do PPSUS representa um momento especial da jornada de pesquisa que se inicia.
"É o momento para que a gente possa trazer academia, gestão e saúde para conhecer esses 32 projetos que foram selecionados e serão financiados. Nós olhamos cada projeto no seu detalhe, com o pensamento de que esses resultados tem potencial de serem aplicados para o SUS. É para isso que a gente fomenta pesquisa no Ministério da Saúde: de olho na aplicabilidade", afirma Patrícia de Campos Couto.
Nesta 8ª edição, o Espírito Santo se destacou nacionalmente ao se tornar o primeiro estado do país a realizar o Seminário Marco Zero, etapa considerada fundamental para alinhar expectativas, orientar os pesquisadores e garantir que os resultados das pesquisas estejam diretamente conectados às necessidades do sistema público de saúde.
O coordenador geral de Ciências da Saúde e Biociências do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), Gilberto Ferreira de Souza, reforçou a relevância do encontro e celebrou a parceria de longa data com a Fapes.
"Este seminário proporciona aos pesquisadores a oportunidade de apresentar seus projetos, interagir com outros pesquisadores contemplados e compartilhar seus trabalhos com representantes do SUS estadual e nacional. O evento facilita o aprimoramento das metodologias, constituindo, portanto, uma etapa crucial do processo", explica Gilberto Ferreira de Souza.
"Nossa parceria com a Fapes vem de duas décadas. Ao longo desse tempo, estabelecemos diversas colaborações, incluindo projetos de INCT, Bolsas de Produtividade em Pesquisa, PRONEM e PRONEX. Essas siglas representam um conjunto de importantes programas nacionais dos quais a Fapes participa ativamente", aponta o coordenador do CNPq.
Quem também esteve presente na abertura do Seminário foi Erico Sangiorgio, diretor-geral do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação (ICEPi). Ele falou sobre a colaboração entre Fapes, ICEPi, Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), Ministério da Saúde e o CNPq para impulsionar a pesquisa e, consequentemente, aprimorar a saúde pública no Espírito Santo.
"A complexidade do cenário exige parcerias, coordenação e atuação em rede. A Fapes promove discussões importantes sobre pesquisa e inovação, enquanto o ICEPi, em conjunto com outros parceiros, contribui com sua expertise em pesquisa, ciência, inovação e saúde. Eventos como este são cruciais, pois fomentam não apenas a colaboração e a sinergia em prol de um objetivo comum – o desenvolvimento da ciência, tecnologia e inovação no estado –, mas também a obtenção de recursos financeiros", pontua Sangiorgio.
Programação do Seminário Marco Zero do PPSUS
Durante a programação do evento, que começou nesta terça-feira (17) e segue até sexta-feira (20), os coordenadores dos projetos selecionados apresentarão um panorama das pesquisas que serão desenvolvidas, além de discutir estratégias para potencializar a aplicação prática dos resultados no SUS capixaba. O seminário também promove a aproximação entre pesquisadores e gestores da saúde, fortalecendo a construção de soluções baseadas em evidências científicas.
Ao incentivar pesquisas alinhadas às demandas reais da saúde pública, o PPSUS contribui para ampliar a produção de conhecimento aplicado e fortalecer a tomada de decisões baseada em evidências, beneficiando diretamente a população atendida pelo sistema público de saúde.
Ainda no 1º dia do seminário, as equipes das 32 pesquisas contempladas no edital nº 17/2024 – PPSUS, participaram da oficina de linguagem simples com foco em pesquisa científica ministrada por Liana Paraguassu, especialista em Linguagem Simples do Laboratório de inovação Pólen, da Fiocruz.
"Nossa oficina é um trabalho bem mão na massa. Primeiro, apresentei o conteúdo, afinal de contas nem todo mundo já teve contato com a linguagem simples. Inclusive, é importante enfatizar que é uma lei hoje no Brasil – aprovada no final do ano passado. Então, já não é mais opcional que a comunicação pública seja em linguagem simples. E, depois dessa parte de apresentação, houve a prática, a reescrita de textos aplicando a técnica da linguagem simples nos projetos que foram selecionados aqui no programa", detalha Liana Paraguassu.
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Quem faz o PPSUS?
O programa é uma iniciativa que descentraliza o financiamento de pesquisas em saúde para os estados brasileiros. O objetivo é apoiar estudos que atendam às necessidades e aos desafios de saúde de cada Unidade Federativa, contribuindo para o desenvolvimento científico e tecnológico e para a melhoria da qualidade de vida da população.
Ao longo de 20 anos, o PPSUS se consolidou como um dos principais programas de fomento à ciência, tecnologia e inovação em saúde no Brasil. No Espírito Santo, já foram realizadas sete edições, com 134 projetos de pesquisa financiados, envolvendo 17 instituições de ensino e pesquisa e um investimento total de R$ 8,4 milhões.
A 8ª edição do programa é uma parceria da Fapes com o Ministério da Saúde, por intermédio do Departamento de Ciência e Tecnologia da Secretaria de Ciência e Tecnologia e Inovação em Saúde (CGPS/Decit/SCTIE/MS), o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e a Secretaria de Estado da Saúde (Sesa) por meio do Instituto Capixaba de Ensino, Pesquisa e Inovação em Saúde (ICEPi).
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