A Fundação tem ações específicas para inclusão de mais mulheres na ciência.
No dia 11 de fevereiro é celebrado internacionalmente o Dia da Menina e Mulher na Ciência. A data foi instituída pela ONU para reforçar a importância da equidade de gênero no universo científico que ainda é masculino. Para celebrar a data, a Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) convidou duas pesquisadoras capixabas para debaterem com os colaboradores o porquê de ainda se ter poucas mulheres na ciência.
Maria José Pontes, doutora em Engenharia e pesquisadora da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), e Dandara Cabral, doutoranda em Oceanografia e também pesquisadora da Ufes, participaram de uma roda de conversa promovida pelas Comissões Internas de Diversidade e QualiVida, nessa quinta-feira (12), na sede da Fapes.
“Aqui no Espírito Santo nós temos muitas meninas que gostam das áreas da ciência. Se elas tiverem a oportunidade de conhecerem melhor como é o mundo científico e como é trabalhar com a pesquisa científica, elas podem se interessar e perceber que esse universo também é para elas”, contou Maria José Pontes que é a única mulher na lista divulgada em 2025 pela Universidade de Stanford de cientistas mais influentes do mundo.
Parabéns Fapes pela iniciativa em realizar esse evento. Essa data é muito importante e eu acho que daqui para frente nós teremos mais meninas na ciência”, afirmou a doutora em Engenharia.
Para Dandara Cabral a iniciativa da Fapes foi uma oportunidade enriquecedora de trocas de experiências e debate sobre o tema: “Quero agradecer à Fapes por esse convite maravilhoso de vir aqui na Fundação conversar um pouco sobre a importância desse dia que é fundamental para debatermos o quanto já avançamos e quanto ainda precisamos avançar para garantirmos que mais mulheres e meninas tenham acesso ao universo científico”, destacou.
O diretor-geral da Fapes, Rodrigo Varejão, participou da roda de conversa e parabenizou as equipes envolvidas na organização da ação. “Foi um momento especial, que proporcionou aos colaboradores da Fundação um testemunho incrível de mulheres que fazem a ciência capixaba e cuja história a Fapes tem um papel fundamental. Parabenizo a equipe da Fundação pela iniciativa. A Fapes vem implementando ações concretas voltadas para as mulheres cientistas, favorecendo o seu protagonismo no desenvolvimento da C&T capixaba”, disse.
Dados da ONU e CGEE sobre mulheres na ciência
Dados da Organização das Nações Unidas (ONU) mostram que 35% dos estudantes em STEM – Ciência, Tecnologia, Engenharia e Matemática – são mulheres e que apenas 1 a cada 10 são líderes nessas áreas. A ONU também apontou que 26% das mulheres atuam em dados e IA e somente 12% em computação em nuvem.
No Brasil, um estudo realizado pelo Observatório de Ciência, Tecnologia e Inovação (OCTI), do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), demonstrou que as mulheres são maioria entre mestres (58,5%) e doutores (54,9%), mas ainda são minoria nos cargos de liderança científica.
Ações da Fapes para incluir mais mulheres na ciência
A Fapes atua para inclusão de mais mulheres e meninas no universo científico a partir de editais públicos específicos para mulheres cientistas. Em 2022, foi aberto, de forma inédita, o Edital Mulheres na Ciência com investimento de R$ 1,5 milhão. O objetivo do edital foi de apoiar que mais mulheres fossem líderes de pesquisas científicas, tecnológicas e de inovação.
Em 2023 a 2ª edição do edital foi aberta com o valor de R$ 5,3 milhões e 51 projetos liderados por mulheres foram financiados.
Para 2026 a Fapes já trabalha para abrir novos editais específicos para mulheres.
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