10/04/2026 09h14 - Atualizado em 10/04/2026 10h40

Fapes recebe comitiva italiana e fortalece parceria internacional através de projeto capixaba na área de microeletrônica

Encontro é um dos desdobramentos da aprovação na chamada Confap & MAECI 2024.

A Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes) recebeu, nesta quinta-feira (09), representantes do Institute for Microelectronics and Microsystems (IMM-CNR), da Itália, em uma visita que marca o avanço da cooperação internacional em torno de um projeto de pesquisa capixaba aprovado na chamada Confap & MAECI 2024. A iniciativa foi viabilizada a partir da adesão da Fundação ao edital internacional, que conecta pesquisadores brasileiros a instituições italianas de excelência.

A comitiva contou com a presença da diretora de pesquisa do IMM-CNR, Claudia Wiemer, e do pesquisador Roberto Mantovan, também do IMM-CNR. Eles se reuniram com o diretor-geral da Fapes, Rodrigo Varejão, em um encontro que caracteriza um dos desdobramentos do projeto “Sistema híbrido supercondutor/isolante topológico: um promissor dispositivo de válvula de spin (HYSPID)”, coordenado pelo professor Edson Passamani Caetano, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que também esteve presente.

“A aprovação de um projeto capixaba possibilitou essa missão de pesquisadores ao Espírito Santo, o que aproxima ainda mais as pesquisas desenvolvidas aqui das realizadas por um laboratório de referência mundial”, destaca Rodrigo Varejão.

O projeto está inserido na área de Física da Matéria e Materiais Avançados e atua na fronteira do conhecimento em microeletrônica, com foco na chamada spintrônica — uma nova geração de tecnologias que utiliza o spin do elétron, em vez da carga elétrica, para transmissão e processamento de informações.

Na prática, a parceria entre Brasil e Itália une expertises complementares. De um lado, pesquisadores capixabas do Núcleo de Novos Materiais do Espírito Santo (NNMES), da Ufes, dominam a produção de correntes de spin polarizadas a partir de estruturas supercondutoras. Do outro, o grupo italiano do IMM-CNR tem excelência na produção de materiais topológicos isolantes de alta qualidade. A integração dessas competências permitirá o desenvolvimento de dispositivos híbridos inovadores.

Durante a passagem pelo Espírito Santo, os pesquisadores italianos também participam do evento “Seminários Internacionais”, promovido pela Ufes, ampliando o intercâmbio científico e a troca de conhecimentos entre as equipes.

Tecnologia pode revolucionar indústria eletrônica

Coordenador da pesquisa, o professor Edson Passamani Caetano, que é doutor Física pelo Centro Brasileiro de Pesquisas Físicas (CBPF), explica que o projeto prevê a construção de dispositivos capazes de converter corrente de spin em corrente elétrica.

“Isso representa um avanço importante tanto do ponto de vista fundamental quanto tecnológico. Trata-se de uma área emergente, em que a transferência de informação é muito mais rápida e com menor perda de energia”, explica Passamani Caetano.

A tecnologia em desenvolvimento ainda está em fase de pesquisa, mas apresenta potencial para revolucionar a indústria eletrônica. Dispositivos baseados em spintrônica podem viabilizar equipamentos com maior capacidade de armazenamento, maior velocidade de processamento e menor consumo de energia, além de aplicações em áreas estratégicas.

“Estamos trabalhando com uma tecnologia de ponta, que ainda não tem aplicação comercial imediata, mas que pode transformar profundamente os dispositivos eletrônicos no futuro. É uma linha de pesquisa global, e estamos inseridos nesse movimento”, acrescenta o pesquisador.

Segundo Rodrigo Varejão, a cooperação internacional é estratégica para posicionar o Espírito Santo em áreas tecnológicas emergentes. Para que o intercâmbio da pesquisa seja realizado, a Fapes apoia financeiramente o projeto com cerca de R$ 300 mil, oriundos do Fundo Estadual de Ciência e Tecnologia do Espírito Santo (Funcitec).

“Estamos falando de um tema central para o desenvolvimento tecnológico global, como microeletrônica e chips. Esse tipo de parceria abre perspectivas importantes não só para a pesquisa, mas também para o desenvolvimento econômico do Estado, especialmente considerando demandas futuras de setores industriais”, afirmou.

 

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