06/02/2018 17h51 - Atualizado em 08/02/2018 17h31

Pesquisadores realizam estudos para desenvolver uma cadeira de rodas controlada por sinais cerebrais

Os recursos são do edital lançado no ano de 2017 por meio do Programa Primeiros Projetos (PPP)

De acordo com os últimos dados do Ministério da Saúde, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) é a segunda causa de morte e a primeira de incapacidade no Brasil, matando 100.520 pessoas somente no ano de 2015. Por isso, estudos relacionados ao tema são extremamente importantes, como uma pesquisa que está sendo desenvolvida com recursos do Governo do Estado, por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Espírito Santo (Fapes), no Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes), da Serra.

A pesquisa é desenvolvida, desde 2008, pelo professor Dr. Teodiano Freire Bastos, professor de Engenharia Elétrica da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes), que orientou o mestrado e doutorado do professor do Instituto Federal do Espírito Santo (Ifes) da Serra, Richard Junior Manuel Godinez.

O objetivo do estudo é desenvolver um sistema eletrônico de baixo custo para a aquisição e processamento de sinais cerebrais, permitindo que pessoas que tenham perdido a capacidade de se locomover ou que tenham dificuldades, justamente por conta do AVC por exemplo, possam se movimentar e também se comunicar.

Essa movimentação é feita por meio de uma interface cérebro-computador para o controle de uma cadeira de rodas robotizada. “O sistema pretende beneficiar pessoas que não possuem muitas condições financeiras e também instituições que promovem a inclusão, justamente por ser de baixo custo”, destacou o coordenador do projeto, Richard Junior.

Além do AVC, o projeto também tem o objetivo de ajudar pessoas que possuem outro tipo de deficiência motora, como Poliomielite, Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA), Múltiplas Esclerose e síndrome de Gillain-Barré.

Como funciona

A cadeira de rodas é dirigida pelo cérebro ou por meio de pequenos movimentos da cabeça e dos músculos faciais. Em muitos outros lugares no mundo, este projeto já foi desenvolvido, mas o diferencial desta pesquisa é tentar utilizar a menor quantidade possível de eletrodos para a aquisição de sinais cerebrais que possam garantir uma melhor experiência e conforto para o usuário.

Financiamento

O Governo do Estado – por meio da Fapes – aprovou o financiamento do projeto por meio do edital do Programa Primeiros Projetos (PPP), lançado em agosto do ano passado. “O PPP tem por finalidade apoiar e fomentar a produção técnico-científica do jovem pesquisador, por meio, principalmente, do fortalecimento da infraestrutura básica de sua instituição de vínculo, contando com recursos financeiros da ordem R$ 472 mil”, destacou o diretor-presidente da Fapes, José Antônio Bof Buffon.

O projeto “Desenvolvimento de um sistema de aquisição de sinais cerebrais de baixo custo para o controle de uma cadeira de rodas robotizada” contou com o aporte financeiro da Fapes de R$ 19.450 mil.

Informações à imprensa

Palloma Spala/ Fernanda Magalhães

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